| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Cotingidae |
| Bonaparte, 1849 | |
| Subfamília: | Cotinginae |
| Bonaparte, 1849 | |
| Espécie: | L. vociferans |
O cricrió é uma ave passeriforme da família Cotingidae.
Conhecido também como tropeiro, biscateiro, namorador (Pará), capitão-do-mato (Roraima e Bahia), poaieiro (Mato Grosso), seringueiro (Amazonas), ha-wi-já e wissiá (nomes indígenas - Mato Grosso), gritador (Pernambuco) e cricrió-seringueiro. Age como um alarme na mata, iniciando o canto quando algum animal grande ou pessoa entra em seu território. O nome capitão-do-mato é uma alusão à pessoa responsável pela captura de escravos fugitivos, pois, segundo a tradição oral (especialmente na região de Ilhéus-Bahia) quando os negros fugiam e entravam na mata os cricriós iniciavam a cantoria e aqueles eram localizados. Nota-se também uma variação regional no canto, sendo que o dos indivíduos da mata-atlântica é mais rápido que dos amazônicos.
Considerada a mais barulhenta das espécies de aves amazônicas.
Seu nome científico significa: do (grego) lipaugus = escuro, desprovido de luz; e do (latim) vociferans, vociferari = gritador, aquele que grita, gritar. ⇒ (Ave) escura gritadora.
Mede entre 24 e 28 centímetros de comprimento e seu peso varia entre 67,2 e 82,6 gramas (Neve, 2004) segundo o sexo e a disposição geográfica.
Descrição baseada em (Kirwan e Green, 2011): cor predominante é cinza; rêmiges, e retrizes cinza amarronzadas. Partes inferiores são mais pálidas que as partes superiores. A garganta é mais pálida que o peito e o ventre. A íris é cinza, o bico é preto na maxila e na mandíbula a coloração é escura apresentando a base rosada. Os tarsos e pés são escuros.
Segundo (Schulenberg et al. 2010), juvenis são similares aos indivíduos adultos, mas apresentam mais coloração acastanhada nas asas e retrizes.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Costuma viver solitário, exceto no período reprodutivo, quando os machos se reúnem em grupos de 4 a 10 indivíduos, em exibição para as fêmeas.
É comum no estrato médio de florestas altas, tanto de terra firme como de várzea, raramente indo até as bordas. Acompanha bandos mistos de aves ocasionalmente. É muito difícil de ser visto, embora seu canto seja bastante comum nas florestas bem preservadas.
Toda a Amazônia brasileira e também em florestas residuais do Pernambuco ao Espírito Santo. Encontrado em todos os demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: